Onde estão os clientes da sua área? A resposta curta: onde está entrando processo novo e há pouco advogado para atender. E isso não é opinião. Os tribunais publicam todo dia quanto caso novo entra, em que comarca e em que assunto. Quem lê esse dado antes de escolher onde anunciar ou onde abrir escritório decide com mapa; quem não lê decide pelo que o colega comentou no corredor do fórum.
Chamo essa leitura de inteligência de demanda: cruzar o volume de processos novos de uma área (a demanda) com a quantidade de advogados na praça (a oferta), olhar a tendência dos últimos 30 dias e só então decidir onde colocar verba de anúncio, atenção ou uma unidade nova. Dá para fazer na mão, com o Justiça em Números do CNJ, os diários oficiais e uma planilha. É trabalhoso e mensal, mas dá. Ou dá para usar o Mapa da Demanda da SquadZ, que faz essa conta todo dia, por área e por comarca, a partir do mesmo dado público.
Neste guia eu explico o método inteiro: o que medir, de onde vem o dado, como fazer na mão, o que a OAB e a LGPD permitem e onde entra a tecnologia.
Demanda ÷ oferta = caso por advogado. Essa é a conta que decide onde anunciar e onde abrir escritório. A demanda vem do dado público dos tribunais (DataJud/CNJ e diários oficiais); a oferta, do quadro de advogados da OAB. Olhe a tendência de 30 dias, o ticket da área, a sua capacidade de atender e a distância. Depois, anuncie conteúdo informativo para a praça escolhida: o contato parte da pessoa, que responde ao anúncio. Nunca procure a parte de um processo: é captação de clientela, vedada pelo Código de Ética. O Mapa da Demanda automatiza a leitura e mostra só dado agregado de processos, nunca dados de pessoas.
O erro do feeling: escolher praça e área pelo que o colega comenta
No que vejo nos escritórios que atendemos, a decisão de "em que área atuar" e "onde anunciar" quase nunca nasce de um número. Nasce de uma conversa: um colega falou que previdenciário "está bombando", um grupo de WhatsApp comentou que bancário "secou". Nenhum desses motivos é ruim por si só; o problema é que são os únicos.
No guia sobre o escritório digital da Série Escritório Digital, descrevemos três retratos do escritório analógico, e os três erram a praça do mesmo jeito. O advogado solo atua na comarca onde mora e na área do primeiro caso que pegou; quando a agenda esvazia, anuncia mais, no mesmo lugar. O pequeno escritório espalha a verba por onde "sempre foi" e abre frente nova porque um sócio gosta do tema. A banca decide expansão por prestígio ("precisamos estar em Brasília") e descobre um ano depois que a comarca já estava saturada.
A regra que proponho é curta: dado antes do palpite. O palpite continua valendo, porque você conhece o mercado, mas vira hipótese a ser testada, não decisão tomada. E a hipótese se testa com três perguntas: quanto caso novo entra nessa área nessa praça? Quantos advogados disputam esses casos? A demanda está subindo ou caindo?
Se você está escolhendo um nicho, essas perguntas valem ainda mais. Nicho bom não é o que paga melhor na teoria; é o que tem demanda real, concorrência administrável e ticket que sustenta o escritório. O post Qual área do direito dá mais dinheiro em 2026? cuida do ticket e do ciclo; este aqui cuida da demanda e da praça.
O que é inteligência de demanda (e a conta de caso por advogado)
Inteligência de demanda é a disciplina de medir onde o trabalho jurídico está nascendo, em vez de supor. Na advocacia contenciosa, o trabalho nasce quando um processo é distribuído. Cada processo novo é sinal de que, naquela praça, naquela área, há pessoas com um problema que um advogado resolve. O método tem quatro medidas; nenhuma sozinha decide, as quatro juntas quase sempre decidem.
1. Volume: quanto caso novo entra
É o número bruto de processos novos na área, em um período, em um lugar. Volume mostra tamanho de mercado, e sozinho engana: onde há muito caso, também há muito advogado.
2. Oportunidade: quanto caso existe por advogado
Divida os casos novos da área pela quantidade de advogados ativos na praça. Uma comarca com 800 casos novos por mês e 400 advogados tem dois por advogado; outra com 300 casos e 60 advogados tem cinco. Volume diz onde o mercado é grande; oportunidade diz onde ele está menos disputado.
| Critério | Volume | Oportunidade |
|---|---|---|
| O que mede | Casos novos no período | Casos novos por advogado na praça |
| Para que serve | Tamanho do mercado, teto de crescimento | Onde a disputa por cliente é menor |
| Favorece | Capitais e grandes centros | Interior, comarcas médias, praças em crescimento |
| Risco se usado sozinho | Anunciar onde o leilão é mais caro e o cliente mais disputado | Escolher praça pequena demais para sustentar o escritório |
| Decisão típica | Onde montar operação grande | Onde anunciar primeiro ou abrir unidade enxuta |
3. Tendência: a demanda está subindo ou caindo?
O número de hoje importa menos do que a direção. Uma área pode ter volume alto e estar encolhendo, e outra ter volume médio e estar dobrando. A janela que uso é 30 dias comparados aos 30 anteriores: mês fechado chega tarde e trimestre esconde virada.
4. Os filtros que o número não mostra
Ticket e ciclo (previdenciário tem demanda enorme, ticket baixo e ciclo longo; tributário, o inverso), capacidade de atendimento (não adianta a praça certa se o WhatsApp demora horas: tráfego não conserta funil, acelera o que existe) e distância (processo eletrônico e audiência por vídeo tiraram a comarca de casa do centro da decisão, mas algumas áreas ainda pedem presença).
De onde vem o dado: DataJud e diários oficiais
Muita gente acha que "dado de processo" é algo que só o tribunal tem. Não é. As três fontes abaixo são públicas.
DataJud
O DataJud é a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ 331/2020. Todos os tribunais enviam ao CNJ, de forma padronizada, os metadados dos processos: classe, assunto, órgão julgador, datas de distribuição e movimentação. É essa base que alimenta o painel Justiça em Números, que mostra quantos casos novos entraram em cada tribunal e em cada ramo da Justiça: o ponto de partida para saber qual área tem mais demanda em escala nacional.
Diários oficiais eletrônicos
Cada Tribunal de Justiça e cada Tribunal Regional do Trabalho publica diariamente seu diário eletrônico, com intimações, despachos, pautas e distribuições. O diário é público por definição: é o meio oficial de dar publicidade aos atos processuais. Lendo os diários dia após dia, dá para contar quanto processo novo apareceu em cada comarca, com granularidade que o relatório anual não tem. O DJEN, Diário de Justiça Eletrônico Nacional criado pela Resolução CNJ 455/2022, concentra essas comunicações em um só lugar.
Um diário oficial traz dados de partes porque precisa intimá-las. Isso não autoriza ninguém a transformar a publicação em prospecção. O que a inteligência de demanda usa é o dado agregado: a contagem de processos por área, comarca e período. Contagem não é dado pessoal, e essa distinção separa uma análise de mercado legítima de uma violação do Código de Ética e da LGPD.
Como fazer na mão: o exercício manual (e seus limites)
Antes de falar de ferramenta, quero mostrar que o método funciona sem ela. Com uma tarde por mês e uma planilha, você consegue uma primeira leitura.
- Escolha de duas a três áreas candidatas. Mais do que isso vira dispersão.
- Levante o volume no Justiça em Números. Casos novos por tribunal e por ramo, no ano mais recente, nos estados onde você pode atuar. Use a proporção dos assuntos mais demandados para estimar a parte da sua área.
- Leia uma amostra de diários. Uma semana de diário, contando as distribuições novas da sua área nas comarcas que interessam; multiplique por quatro. É aqui que você ganha granularidade de comarca, e é aqui que o trabalho pesa.
- Levante a oferta. A OAB publica o quadro de advogados por seccional, e as subseções costumam divulgar seus números. Esse é o denominador.
- Divida, ordene e cheque a intenção. Casos novos ÷ advogados da praça, da maior para a menor oportunidade. Depois compare termos como "advogado trabalhista" por cidade no Google Trends: não mede demanda judicial, mede procura, mas confirma ou desmente a leitura.
- Repita todo mês e guarde o histórico. Sem histórico não existe tendência.
Ele é anual ou mensal, nunca diário: a amostra de diários dá uma foto, não um filme. A granularidade é por tribunal e, com esforço, por comarca; raramente por assunto, e nunca por lado (empresa ou trabalhador). E custa horas de advogado todo mês. Para decidir se abre uma unidade, vale a tarde. Para decidir onde anunciar toda semana, não escala.
O Mapa da Demanda: a mesma conta, todo dia, por comarca
O Mapa da Demanda é a primeira etapa da plataforma da SquadZ, e nasceu do exercício acima. A plataforma lê os diários de 27 Tribunais de Justiça e 24 Tribunais Regionais do Trabalho todo dia, cruza com o DataJud/CNJ e mostra onde está entrando processo novo na sua área, por estado e comarca, e quanto caso existe por advogado em cada lugar. São cerca de 6,8 milhões de processos por ano no Mapa.
- Área de atuação. Trabalhista, previdenciário, bancário, saúde, tributário, trânsito, agro, imobiliário, servidores, licitações e acidentário. Em algumas áreas você escolhe também o lado: empresa ou trabalhador, consumidor ou empresarial.
- Oportunidade ou Volume. A mesma alternância da seção anterior, estado a estado, com as comarcas marcadas no mapa.
- Tendência medida todo dia. Casos novos por mês no país, numa janela de 30 dias recalculada diariamente, com a variação em relação ao período anterior.
Para ilustrar o tipo de leitura que o Mapa entrega, montei a tabela abaixo. Os números são fictícios, só para mostrar o raciocínio; não são dados reais de nenhuma praça.
| Comarca (exemplo fictício) | Casos novos / 30 dias | Advogados ativos | Caso por advogado | Tendência |
|---|---|---|---|---|
| Capital | 4.200 | 3.000 | 1,4 | Estável |
| Cidade A (região metropolitana) | 1.100 | 420 | 2,6 | ↑ +6% |
| Cidade B (interior, polo regional) | 640 | 180 | 3,6 | ↑ +9% |
| Cidade C (interior) | 300 | 140 | 2,1 | ↓ -4% |
Lendo pelo método: a Capital tem o maior volume e a menor oportunidade. A Cidade B tem menos caso em número absoluto, mas quase três vezes mais caso por advogado e tendência de alta: é a primeira candidata para a verba de anúncio. A Cidade A combina oportunidade razoável com proximidade da capital, boa para uma unidade física. A Cidade C, em queda, sai da lista.
Um ponto que faço questão de repetir: o Mapa mostra só dado agregado de processos, nunca dados de pessoas. Ele responde "quanto caso novo há em Campinas na área trabalhista", não "quem são as partes". O Mapa é a porta de entrada; o Radar completo, que leva a leitura até o anúncio, é o plano Radar.
Veja onde há mais caso por advogado na sua área
O Mapa da Demanda mostra, por estado e comarca, onde está entrando processo novo na sua área e como está a tendência dos últimos 30 dias. Dado público dos tribunais, atualizado todo dia.
Ver o Mapa da DemandaDa praça ao anúncio: como transformar a leitura em campanha informativa
Saber onde está a demanda é metade do caminho. A outra metade é chegar até essas pessoas do jeito certo: o que funciona e o que a OAB permite coincidem.
O que anunciar: a dor, não o escritório
"Demitido sem justa causa? Saiba quais verbas você tem direito a receber" vence "Escritório X, excelência em Direito do Trabalho" em qualquer leilão. A leitura de demanda diz qual dor está crescendo em qual praça; o anúncio educa sobre aquela dor, mostra quem você é e convida para conversar. Nada além disso.
Para quem anunciar: públicos de anúncio
Na Meta, você monta públicos por localização e interesse (frio), por quem já interagiu com o seu conteúdo (morno) e por quem já está no seu CRM, enviado com criptografia (quente). A leitura de demanda entra no primeiro: em vez de anunciar "para o estado inteiro", você concentra a verba nas comarcas onde há mais caso por advogado. Em todos esses públicos, a pessoa só vira contato quando ela responde ao anúncio. Você não procura ninguém; você aparece com informação útil para quem tem o problema, e quem quiser levanta a mão. Esse detalhe é o que mantém a campanha do lado certo do Código de Ética.
O que a OAB permite e o que veda no anúncio
- Pode: anunciar conteúdo informativo no Google e na Meta, segmentar por região e interesse, fazer remarketing, colocar um botão de contato (Provimento 205/2021).
- Não pode: prometer resultado, divulgar valores de honorários, fazer captação dirigida a vítimas de um evento específico, usar sensacionalismo ou urgência inventada. E não pode procurar a parte de um processo para oferecer serviço: é captação de clientela, vedada pelo art. 7º do Código de Ética.
O post Marketing jurídico: o que a OAB permite detalha cada regra. Para orçamento, CPL e CAC, leia quanto investir em tráfego pago para advogados e o guia de Meta Ads para advogados. Vale para todas as áreas, do previdenciário ao criminal: o método de escolher a praça pelo dado é o mesmo, muda só a dor do anúncio.
Quem roda a campanha e quem atende
Na SquadZ, a etapa de Captação é onde a leitura vira campanha. A Meta é conectada com o nosso time no onboarding; depois, a Bia acompanha os anúncios para a região escolhida e propõe pausar, ativar ou mudar orçamento. Quem confirma é você. Quando alguém responde ao anúncio no WhatsApp, a Léia atende 24/7: responde, qualifica, agenda e passa a conversa para o advogado quando precisa.
O plano Radar: Mercado, Inteligência e Públicos
O Mapa mostra onde está a demanda. O Radar vai além: diz onde investir, o que prometer no anúncio e monta o público para a Meta a partir da demanda da sua área. É o plano Radar: tudo do Pro + Radar, R$ 999/mês (no anual, 13 meses pelo preço de 12), ativado com o nosso time.
- Mercado: onde investir a verba de anúncio, e como. É a leitura do Mapa transformada em recomendação de praça e de distribuição de orçamento.
- Inteligência: o que prometer no anúncio e o que entregar depois. Quais dores estão crescendo na área e no lado escolhidos, para que o criativo fale da coisa certa e o atendimento esteja preparado para ela.
- Públicos: quem entra na lista deste mês, enviada à Meta com criptografia (hash). Você anuncia para quem tem o problema que você resolve; o contato acontece quando a pessoa responde ao anúncio.
A frase que resume o Radar: anuncie para quem tem o problema que você resolve, sem abordar ninguém. O escritório não vê a lista em claro, não recebe dados de pessoas e não manda mensagem para quem não pediu. O que ele recebe é uma campanha mais bem direcionada e, quando a pessoa levanta a mão, uma conversa no WhatsApp que ela mesma iniciou. Para quem ainda está arrumando a casa, o Pro (R$ 599/mês, com 7 dias grátis) é o começo; o Radar entra quando a verba de mídia justificar.
Onde abrir escritório de advocacia: comarca, concorrência e atuação remota
A pergunta "onde abrir escritório" mudou de natureza. Antes, era "em que cidade alugar sala". Hoje, para boa parte das áreas, é "em que praça concentrar atendimento e anúncio", e a sala pode ser onde você mora. A leitura de demanda responde às duas versões.
Se a unidade é física
- Comece pela comarca, não pelo estado. O estado pode ter boa relação de caso por advogado, e a capital estar saturada.
- Olhe a concorrência pelo denominador. Não é "quantos escritórios bons há na cidade", é quantos advogados ativos disputam os mesmos casos.
- Confirme a tendência antes de assinar contrato. Abrir unidade é compromisso de 12 a 36 meses. Se a área está em queda na praça, espere ou escolha outra.
- Faça a conta do caixa. Vale a pena abrir um escritório de advocacia em 2026? cobre a estrutura de custo, e como montar escritório do zero traz o passo a passo. Quem quer saber quanto fatura um escritório pequeno encontra as faixas em quanto lucra um escritório de advocacia; a resposta honesta é "varia muito", e a praça é uma das variáveis que mais pesam.
Se a atuação é remota
Aqui a leitura de demanda vale mais, não menos. Quem atua à distância pode escolher a praça pelo dado: onde há mais caso por advogado, onde a tendência está subindo, onde o leilão de anúncio é mais barato. Os limites passam a ser a capacidade de atender e a eventual necessidade de audiência presencial. No que vejo, a combinação mais eficiente para um escritório pequeno é uma base física em uma praça e atendimento remoto em duas ou três comarcas vizinhas escolhidas pelo Mapa: crescer por praça, com dado, antes de crescer por equipe, como descrevo em como crescer um escritório de advocacia.
Ética e LGPD: o que é permitido, o que não é, e por que o Mapa nunca mostra pessoas
Essa seção existe porque a pergunta "isso é captação irregular?" é legítima e deve ser feita. A resposta depende de uma linha que separa dois usos do mesmo dado público.
O que o Código de Ética e o Provimento 205 dizem
O art. 7º do Código de Ética e Disciplina da OAB veda o oferecimento de serviços que implique, direta ou indiretamente, captação de clientela. O Provimento 205/2021 regulamenta a publicidade: informar é permitido; captar diretamente e mercantilizar é vedado. A linha é a direção do primeiro passo: se o advogado vai até a pessoa, é captação; se a pessoa vem até o advogado porque viu um anúncio informativo, é publicidade.
O que a LGPD acrescenta
A Lei 13.709/2018 distingue dado pessoal (art. 5º, I) de dado anonimizado, que não é considerado dado pessoal para fins da lei (art. 12). A contagem de processos por comarca e área é dado agregado: não diz respeito a ninguém em particular. Já ler uma publicação para localizar a parte e procurá-la é tratamento de dado pessoal sem base legal adequada e, somado ao art. 7º do Código de Ética, um problema duplo.
Sobre públicos de anúncio: quando uma lista é enviada à Meta, ela vai com criptografia (hash). O anunciante não enxerga quem está no público, não consegue extrair a lista de volta e só se comunica com quem reage ao anúncio. No Radar, somam-se a isso o opt-out aplicado e a base legal e a origem do público documentadas.
Por que o Mapa nunca mostra pessoas
Porque não precisa, e porque não deve. Para decidir onde anunciar e onde abrir escritório, o dado agregado basta: quantos casos, onde, em que área, com que tendência. Qualquer coisa além disso não melhoraria a decisão e colocaria o escritório em risco disciplinar e legal. Por isso o Mapa mostra só dado agregado de processos, nunca dados de pessoas, e o Radar entrega público de anúncio criptografado, não planilha.
Antes de usar qualquer dado de processo no comercial do escritório, pergunte: "o primeiro contato vai partir de mim ou da pessoa?" Se partir de você, pare: é captação de clientela, com penalidade disciplinar prevista no Estatuto da OAB (Lei 8.906/94) e exposição na LGPD. Se partir da pessoa, respondendo a um anúncio informativo, siga.
Da demanda ao atendimento, no mesmo lugar
Mapa da Demanda para escolher a praça, Bia acompanhando o anúncio, Léia atendendo no WhatsApp 24/7 e CRM registrando de onde veio cada cliente. Teste a plataforma por 7 dias; a cobrança só acontece no 7º dia.
Testar 7 dias grátisConclusão: dado antes do palpite
Onde estão os clientes da sua área? Onde entra processo novo e há pouco advogado para atender. Essa resposta está publicada, todo dia, pelos próprios tribunais; o que separa quem cresce de quem patina é o hábito de ler o dado antes de decidir. Faça a conta na mão uma vez para entender a lógica; se a decisão de onde anunciar for semanal e não anual, automatize. E fique do lado certo da única linha que importa: o contato parte da pessoa, nunca do advogado.
Veredito
Escolher praça e área pelo feeling custa verba de anúncio, aluguel e meses de agenda vazia. A inteligência de demanda, feita com dado público e agregado, troca o palpite por conta: caso por advogado, por comarca, com tendência. O Mapa da Demanda faz essa conta todo dia e mostra só processos, nunca pessoas; o plano Radar leva a leitura até o anúncio, para quem tem o problema que você resolve, sem abordar ninguém. Você advoga. A SquadZ cuida do resto.
Perguntas frequentes
Qual área do direito tem mais demanda?
Depende da região e do momento. Em volume absoluto, trabalhista, previdenciário e bancário costumam liderar os casos novos, mas a área com mais demanda para o seu escritório é aquela em que há mais caso por advogado na sua praça e a tendência dos últimos 30 dias está estável ou subindo. Por isso vale olhar o dado em vez do palpite.
Como saber onde anunciar serviços de advocacia?
Escolha a área, levante os casos novos por estado e comarca, divida pela quantidade de advogados da praça e priorize onde há mais caso por advogado e tendência de alta. Depois faça anúncio informativo para essa região e meça o custo por lead e por contrato. No Mapa da Demanda isso aparece ao alternar para Oportunidade.
O Mapa da Demanda mostra dados de pessoas?
Não. O Mapa mostra só dado agregado de processos: quantos casos novos entraram, em que estado e comarca, em que área e quanto isso representa por advogado. Nunca mostra dados de pessoas ou de partes.
De onde vêm os dados do Mapa da Demanda?
De dado público dos tribunais: o DataJud, a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário mantida pelo CNJ, e os diários oficiais eletrônicos. A SquadZ lê todo dia os diários de 27 Tribunais de Justiça e 24 Tribunais Regionais do Trabalho, cerca de 6,8 milhões de processos por ano, numa janela de 30 dias recalculada diariamente.
O que é o plano Radar da SquadZ?
É o plano que inclui tudo do Pro e soma o Radar: Mercado (onde investir a verba de anúncio), Inteligência (o que prometer no anúncio e o que entregar depois) e Públicos (quem entra na lista deste mês, enviada à Meta com criptografia). Custa R$ 999/mês, no anual são 13 meses pelo preço de 12, e é ativado com o nosso time.
Usar dados de processos para anunciar é captação irregular?
Anunciar conteúdo informativo para uma região onde há demanda é publicidade permitida pelo Provimento 205/2021 da OAB. O que o Código de Ética veda, no art. 7º, é a captação de clientela: procurar a parte de um processo para oferecer serviço. No modelo correto o contato parte da pessoa, que responde ao anúncio porque tem aquele problema.
O Mapa da Demanda serve para quem atua de forma remota?
Serve, e talvez mais ainda. Quem atua à distância não está preso à comarca onde mora, então pode escolher a praça pelo dado: onde há mais caso por advogado na sua área e onde a tendência está subindo. O limite passa a ser capacidade de atendimento e eventual necessidade de audiência presencial.
